domingo, 14 de fevereiro de 2010

Cap. 7 Mestre de Marionetes

A moldura rosa deslisou entre meus dedos paralisados, num flash, fragmentos da moldura deram para aquela área um ar ousado, deu lugar para lembranças, a rotina mergulhou em estilhaços rosas e voltou com a cara da irrespossabilidade, os pudores entraram vestidos e sairam nus ,o melhor dos perfumes enfestou o ar e dobrou a melhor das inteções nos mais sórdidos desejos.

-Eu estou ofegante? - me perguntei confuso

-Sim você esta! - respondeu uma voz doce

Estava virado para as vidraças e observava a rua quando eu os ouvi , a resposta de Sophie  cruzou a sala e levantou meu rosto como um choque , mas um choque agradavel e gentiu,daqueles que te percorrem o corpo e te deixam desarmado por minutos.

-Então agora você é desses que não comprimenta velhos amigos- disse Kyle , eu ainda estava virado para as janelas, mas julgando pela voz intimidante e grave, não poderia ser Sophie.

Nesse momento meu rosto foi dobrado , moldado e esculpido em expressões que não me pertenciam, os olhos se fecharam e uma linha semi aberta , a lingua percorreu os labios, as mãos atiçaram o cabelo, e eu me virei, encarei um rosto confiante e outro lambusado de expectativas, dei um passo em direção a Sophie:

- VOCÊ ESTA LOUCO? - pensei sem mudar as expressões do rosto - OQUE VOCÊ ESTA FAZENDO? VÁ LAVAR ESSA CONFIANÇA DE SEU ROSTO! - eu estava fora de mim , havia algum maldito mestre de marionetes me puxando , e não era um mestre de marionetes comun, era alguem vestido de rosa sem pudores e vergonha na cara.

Não adiantou discutir, fui puchado passo a passo em direção a Sophie, alguns passos antes dela, Kyle riu baixo e começou a caminhar também. Sophie olhou para cima e sorriu. Fiquei diante dela e ela segurou minhas mãos. Eu não disse oi - beijei um oi em seu pescoço, afinal, um gesto vale mais que mil palavras

- QUEM É VOCÊÊ? - gritou o Ramon aprisionado dentro de mim, então eu o  ignorei.

Lembrei de erros do passado e mesmo assim não quiz parar, mil motivos para não continuar e somente um desejo de errar denovo. Tão pouco nunca significou tanto para mim, aquele momento não faria sentido no dia seguinte, mas mesmo assim, mordi os labios de Sophie, eu não os veria por muito tempo denovo, mas desenhei com os dedos em suas costas mesmo assim.

Alcançei os labios de Sophie e nossos labios se cruzaram. Kyle se colocou delicadamente entre nós e deslisou seus dedos pela barriga de Sophie, deixei os labios de Sophie e encarei Kyle, enquanto ele avançava , olhei para cima e tentei imaginar o mestre de marionetes. Ele não estava lá, mas eu ainda estava sob seu controle. Fechei os olhos e acompanhei os traços dos corpos, vi os pedaços de moldura , nos vi ardendo nas molduras, todos ofegantes, todos errando , deixando de lado sentimentos, dançando no ritmo da carnalidade.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Cap. 6 Traído

Em um movimento cheio de ímpeto , a porta não só fechou , como gritou e ecoou pelo corredor , não me importei com a impressão que eu deixaria para que estivesse passando , naquele momento eu só queria me sentar , dei as costas para porta , e com as costas me inclinei e lentamente sentei sobre meu tapete que dizia "BEM VINDO" , claramente não estava no lugar certo.
 Haviam se passado dois dias do meu "sonho" e daquele dia para frente minhas noites foram todas normais , a Galeria havia comprado novas molduras , e eu estava encarregado de restaurar as mais antigas ,eu me entregava como ninguém a essas pequenas tarefas , distração melhor não poderia existir para alguém como eu.
 Mas as surpresas desta vez não estavam escondidas na noite , estavam ofuscadas pelos raios da tarde , mas nem o Sol raríssimo de Londres iria esconder aquele surpresa vespertina , e foi passando na frente de um bar bastante frequentado pelos moradores da região que eu os vi ,Sophie e Kyle.

Sophie já foi minha colega de quarto , um ou dois anos atrás , se mudou quando foi aceita em uma Universidade de Biologia Marinha em outra cidade , era magra e alta , tinha um estilo provocador e doce de ser , seus cabelos negros faziam contraste com sua pele pálida , tinha nos braços ramos de cerejeira tatuados dos ombros aos dedos da mão , a cor de seus olhos me fugiam da memória , pois ela usava diferentes lentes de contato frequentemente.
Kyle era um menino forte , na verdade nos meus olhos ele era muito mais homem do que um menino , era pouca coisa menor que Sophie , tinha 1,70m , 1,78m no máximo , era obcecado por seu físico , ele e Sophie namoravam , mas terminaram pouco antes dela se mudar , os motivos não podiam ter sido piores , mas apesar dos pesares , os dois nunca combinaram muito , pareciam muito mais irmãos do que namorados , kyle também tinha os cabelos negros , lábios cheios e contornados , olhos grandes e castanhos.

Estavam ambos sentados nas mesinhas na parte externa do bar , rindo alto , inteiramente mergulhados no assunto que rolava na mesa de 8 lugares , fazia muito tempo que eu não os via.   Então fiquei imóvel , uma estatua refletindo , exitando passos em direções erradas , ergui minhas mãos e encarei as molduras da Galeria - não é necessário entrega-las hoje - disse para mim mesmo , então era como eu se eu pudesse ver imagens minha , uma em cada moldura , discutindo para decidir minhas próximas ações , um debate em plena calçada  , a moldura amarela contra a moldura laranja .
 Decidi então, ir para a galeria , seguir a rotina. A Galeria não era muito longe , alguns minutos e eu ja me encontrava lá , pendurando molduras , modificando lugares , e planejando o dia seguinte , eu estava com um sorriso estampado no rosto , sem motivos , acho que ver Sophie e Kyle alimentou algum tipo de alegria regada de saudade - devia ter ido até eles ? - perguntei a mim mesmo , tentei ignorar a mim mesmo , mas algo impossivel para mim era não escutar a trovão que era minha mente.
Na tentativa de esquecer a oportunidade que tive de ir até eles , eu tentei me perder nas cores das molduras , amarelo , verde , vermelho , branco , lado a lado as molduras formavam uma espécie de labirinto de cores , o plano de distração havia funcionado .
 As molduras nos tons de Rosa ainda não haviam sido penduradas ,e o único espaço restante era no segundo andar da Galeria, perto das grandes vidraças que davam visão para o jardim que havia logo ao lado, peguei três molduras e subi as escadas, só percebi que estava sozinho quando cheguei perto das enormes janelas , peguei a primeira moldura , dentilhada nas bordas e pintada em um tom de rosa muito claro, quando a apoiei na parede senti algo diferente, Sophie e Kyle voltaram instantaneamente para meus pensamentos, a cor rosa havia os buscado e os trazido, meu plano de distração havia falhado, as cores haviam me traído...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Cap. 5 Novembro está chegando

- Será que a mesa passa sem desmontar? - perguntei a Delly.

- Pode ser que passe, mas eu não quero correr o perigo de riscar. Você sabe o quanto essa mesa é importante pra gente, né?

- É lógico que sei. Pode deixar que eu cuido disso. - Finalizei. Antes de mais nada, pedi ao pessoal que ajudava na mudança, desmontar a mesa. Não queria que no nosso primeiro dia no novo apartamento, fosse "estragado" por um simples risco na nossa mesa de vidro.

Fiquei impressionado com a educação das pessoas desse prédio. A fama que os ingleses são mal humorados, aqui definitivamente não se encaixa. Devo ter encontrado pessoas de quase todos os andares pelo elevador e também pela escadaria, notei que ao perceberem que eu estva carregando minha (diga-se dela) mobilha, eles sempre bem humorados, perguntando sempre em qual andar eu estaria me mudando.

Ao descer até a pick-up mais uma vez, peguei uma das malas com roupas dentro. Delly um pouco antes, disse que estava com fome e que também estava cansada. Era visível em nós dois. Ao perceber que faltava pouca coisa a ser encaminhada dentro, dei uma "apressada" em tudo. Também preparei o chuveiro e o material de banho, ia convidar ela para jantar fora, quem sabe comemorar nossa nova mudança, eu não sei.
Ao contar minha idéia a ela, a reação foi a esperada. Ela simplesmente "surtou" de alegria e logo já foi abandonando a mobilha e indo tomar banho. Antes dela ir "entrar no chuveiro", Delly pegou nosso rádio portátil, junto com ele, levou consigo um de seus cds, tentei rapidamente reparar qual era o cd mas não deu muito certo. Delly passou correndo pela sala só de toalha, dando uma gostosa gargalhada. Dei um impagável sorriso, sempre fui completamente apaixonado pelo jeito "criança" dala de ser.

De onde eu estava, (na sala e ela no banheiro) deu para ouvir ela fazendo a troca dos cd's. Após ela trocar, me disse:

- HÁÁÁÁ! Encontrei o seu CD do Motorhead.

- O IRON FIST?! Me exaltei.

- Uh hum. Vou guardar ele aqui, depois coloco ele na capinha original.

- Não acredito... Vou deixar ele na pick-up, pode deixar que na hora que formos sair eu deixo ele lá. - concluí

- Uh hum, tudo bem... Enquanto isso, curte essa comigo.

Em menos de três segundos de música tocando, reconheci não só a música, mas também já percebi o significado dela. Feel Good Inc, da Gorillaz.
Conseguia ouvir ela cantando, o motivo dessa música ser uma de suas favoritas, é que ela representa seu estado completo de felicidade. Sempre que Delly procura cantar essa música, é porque realmente ela está se sentindo bem.
Eu não duvido, ela que escolheu Londres, e pelo tempo que já passamos por aqui anteriormente, ela definitivamente não vai abandonar essa idéia tão cedo... Se até mesmo ela pensar em abandondar.

O banho durou pouco mais do que a música, Delly, enquanto secava o cabelo, eu preparava as minhas roupas para o meu banho. O CD ainda tocava, logo começou a tocar "November Has Come, agora a minha favorita da banda.
"Algo começou hoje" - Diz a música. Espero que ela esteja mais do que certa.

Quando Delly terminou de usar o banheiro, troquei o CD, coloquei de volta o do Motorhead e ergui um pouco mais o volume. Por um momento, esqueci que agora eu morava em um prédio e não mais em uma casa. Ignorei o fato ao me recordar disso, o maximo que fiz foi encostar a porta, pois Delly não gostava "tanto assim" de heavy metal.

Meu banho foi mais rapido que a própria música Iron Fist. Ao sair do banho, enrolei minha toalha na cintura e fui na diração do nosso quarto. Lá, Delly estava só de langerie preta e branca, linda como sempre. Ela tem a estranha... Bom, pelo menos estranha para mim, a estranha mania de se maquiar sem mesmo saber qual roupa vai vestir antes.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Cap. 4 Estilhaços de um Sonho

A chuva vai , seu orgulho cai . Naquela noite , naquela rua , na mesma rua , um encontro , no mesmo encontro uma morte .Essas frases pareçiam estar colodas na minha mente , ao julgar pelo cenário ao meu redor, percebi que estava sonhando. Havia um menino ofegante , a chuva escorria sobre seu rosto , sem que eu pudesse me controlar , meus labios se abriram por contra própria . O que pude fazer? Nada. Então assisti o que estava para aconteçer.

Haviam também dois homens , sem dúvida um deles era eu , e o outro, não me trazia recordações . Nenhum deles pareçia se importar com a forte chuva que caia . Aquilo definitivamente era uma discução , mas eu não ouvia a pronuncia de uma unica palavra . Dei alguns passos para poder focar os olhos daquele que, pareçia ser eu . Foi depois de mergulhar no verde dos meu próprios olhos que consigui ouvir os pensamentos de meu clone . Sem exito, vi um "tipo" de batalha  começando, e eu só pude assistir.
 
O seu rosto , aquele que diariamente respondia por ser algo "perfeito" , que por fora parecia ter sido esculpido pelas mais habilidosas mãos , lembro bem dos olhos que, um dia refletiram as verdades que eu gostava de ver . Hoje são olhos que estão mergulhados na vergonha e no orgulho. Tudo aquilo o fez capaz de o abraçar e sussurrar no seu ouvido que; Aqueles seriam os ultimos raios que iluminariam suas mentiras . Seus  olhos estavam mais  verdes no que nunca , eu sorria, e minha mão escorria junto à chuva pelos contornos de suas costas . Os raios agora não iluminavam mais o verde , e sim as verticais vermelhas traçadas sem exito . As lágrimas podiam rir por si mesmas , as gotas do sangue dele, preenchiam as cores da minha grande noite com perfeição.


Contornando suas pernas, o meu sorriso podia ser visto refletido no seu sangue , refletido na sua dor estava minha alegria . A cada minuto , minha empolgação se multiplicava perdida entre as minhas ações . Foi então que levantei minhas pernas e, apoiado nele, as envolvi fortemente em sua cintura . Sua façe sem expressão estava encostada em meu peito , seus labios inexpressivos se abriram assim que minhas mãos percorreram o caminho de volta ao seu pescoço . Vi mais duas verticais avermelhadas , avermelhadas como um morango que espera para ser tocado em labios de alguém apaixonado . Verticais que apontavam para o negro céu e lampejante , doces verticais avermelhadas.


Duas se tornaram quatro , sua vida agora se dividia por inteira se fragmentando até se tornar um imenso nada . Era incrivelmente sedutora aquela rua , inundada de ódio , de amor , e de lembranças .A chuva seria minha eterna testemunha , testemunha do seu último e de meu primeiro beijo .
 Como pontos que só se encontram uma vez e logo seguem seus caminhos em direções contrárias , suas pernas se renderam e o menino foi abraçado pela rua.

Eu não fazia noção de qual rosto se tratava e nem os motivos que haviam levado aquela réplica minha a cometer tais atos . Mas era claro que o outro Ramon havia matado alguem . Mesmo ciente que aquilo era um sonho, eu me assustei . Poderia aquilo ser algum tipo de sinal bizarro que a vida resolveu me dar? Ou era somente um delírio de cansasso? Também é valido pensar que esse sonho é somente um sonho comum e sem sentido . Aquela cena não me deixava acreditar na ultima opção.
 Ramon ficou cara a cara comigo , era muito engraçado e extremamente perturbador ver a si mesmo . Então, percebi um detalhe : Meu amigo clone não tinha os olhos no mesmo tom que os meus . Nada mais de alem de que profundissimas olheiras ! Seus olhos estavam fundos e o tom de amarelo estava quaze por todo o olho . Não encontrei um tom disfarçadamente fraco como nos meus , o engraçado é que não era nenhum tipo de cor derivada de amarelo , eram INTENSAMENTEs amarelos .
Finalizando meu sonho como uma tinta esvoaçante o tom de amarelo, tudo escorreu dos olhos do clone e então acordei . Acordei enrolado nos lençois amarelos da minha cama e só para descontrair aquele clima tenso pós pesadelo, eu estava caido no chão.

 Perto da janela, pude ver o pedaço de pano velho que a Bee chama de blusa , flashs rapidos da noite passada me passaram . Bee era uma pessoa muito interessante.  Meus flashs foram logo interrompidos por ruidos vindo do corredor . Julgando pela noite passada ,eu poderia esperar algo duplamente interessante . Os barulhos em minha porta são sempre acontecimentos em sua maioria, produtivos .

Daquela vez, não exitei e dei de cara com vultos subindo as escadas . Infelizmente, não consigui distinguir nenhuma caracteristicas . Dei alguns passos em direção a escada na esperança de detalhes , mas foi inútil . Desconfiei de minha visão , mas era cedo demais , então desisti de minha idéia.

Cap.3 Entre Raios e Algodão Doce

Naquela noite , eu não podia nem mesmo ouvir meus pensamentos , a natureza tinha escolhido aquela noite de segunda-feira para dizer tudo oque não dizia a muito tempo , e naquela noite, suas palavras seriam sintililantes e fatais. Cortaram o céu Londres como vidro estilhaçado. Sempre vou ser um eterno fã da chuva.

Era uma noite perfeita , perfeita para abrir as cortinas da apartamento e tentar achar letras ou formas nos raios e nuvens , mas eu esperava que fosse fazer isso sozinho , até que murros vieram de minha porta:

- RAMON , RAMON , RAMON!

Por alguns instantes eu encarei a porta e tentei pensar nas milhares possibilidades que elvolviam tal situação. Exitei por alguns minutos , então abri a porta e dei de cara com a Bee ; Ela estava ofegante com seus cabelos desgrenhados , uma trança no lado direito do rosto feita pela metade e de roupas largas. Longe de serem casuais , ao me ver se acalmou e suas proximas palavras sairam de sua boca , enroladas em seda e banhadas de inocência.

-As luzes do meu apartamento se apagaram , o lustre da sala por algum motivo explodiu em dois pedaços - em segundos Bee foi de inocente para alguem enterrado Em palavras confusas , ela falava rapido e seu tom de voz se elevava a cada palavra

- ... E eu sei que esses motivos não são tão terriveis para tanto desespero , mas tinha duas aranhas , se fosse uma não estaria aqui , mas eram duas , DUAS MALDITAS ARANHAS , e fui abençoada com dois pais que saem para jantar em plena segunda feira...

Era possivel ver a tensão correndo descontroladamente em suas expressões.

- Bee , Bee - eu a interrompi - Se você não estivesse aqui , eu nem perceberia que as luzes cairam . Eu ia entrar e observar os raios , quer me acompanhar!? Eu poderia rir da sua expressão de pessoa interrempida , mas me controlei e minutos depois, estavamos na beira da janela esperando raios iluminarem a matéria prima de nossa brincadeira .

Raios e mais raios cortando as nuvens.Essa foi a nossa diverção naquela segunda . Bee viu algodões doces , e eu vi coelhos cruzando as astes da London Eye. Bee também viu raios se transformarem na letra E , com muito esforço eu vi um L.  Assim como algodão doce , aquela noite foi tranquila e também adocicada mas  em uma fração de segundos, se consumiu e acabou . As nuvens permaneceram , os raios se acalmaram e nossa brincadeira perdeu o sentido. O celular de Bee tocou e pude ler suas proximas ações em suas expressões, que indicavam que seus pais haviam chegado . As luzes ainda não haviam retornado , Bee desligou o celular e veio em minha direção e selou aquela noite com um abraço, junto com palavras de seda:

- Meus pais me ligaram , pareçe estar tudo seguro agora. Ela riu , uma risada de criança

 - Boa Noite Ramon , até a proxima catastrofe.

Bee havia partido , a chuva tambem , meus lençois me esperavam e, quem sabe, algum sonho bom poderia me fazer companhia naquele resto de noite.